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INCUBES apoia empreendimento solidário em Oficina de Artesanato

Oficina retratando a técnica artesanal do fuxico
publicado: 13/07/2026 17h04, última modificação: 13/07/2026 17h27

Nos dias 28 de maio e 11 de junho, a Incubadora de Empreendimentos Solidários (INCUBES), através do projeto de extensão Agees, acompanhou a Artesol em mais uma realização de oficina de artesanato com as pessoas idosas cadastradas no Instituto Paraibano de Envelhecimento (IPE/UFPB). A oficina faz parte das ações de extensão ligadas ao projeto e ao evento desenvolvidos e executados na vigência dos editais Proex nº 14/2025 e Fluex nº 02/2026, respectivamente. 

No primeiro dia da oficina, a equipe do projeto de extensão, representada por discentes dos cursos de graduação em Ciências Sociais e Gestão Pública da UFPB e servidoras técnicas, realizou um momento de acolhimento e apresentação de todas as pessoas presentes. Em seguida, fez-se uma breve contextualização sobre a economia solidária; a história da técnica artesanal do fuxico; uma apresentação do tecido de algodão colorido; o método de conservação de um produto artesanal feito a partir desse tecido; dentre outros assuntos. Como materiais de suporte para exposição de conteúdos, utilizou-se slide (apresentação visual de conteúdo), elaborado pela equipe do projeto, e folders (materiais informativos) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e outro produzido pela equipe do projeto. Após isso, a artesã da Artesol, Wilaneide Siqueira, ministrante voluntária da oficina, conduziu o processo de ensino-aprendizado, proporcionando às participantes um momento agradável e descontraído sobre esse saber-fazer artesanal da técnica do fuxico. 

Já no segundo encontro, o foco expandiu-se da técnica para a sustentabilidade econômica do trabalho, dado o viés para geração (ou complemento) de renda, caso as participantes, posteriormente, tenham interesse na produção artesanal para comercialização. Assim, foi realizada a formação intitulada "Precificação de Produtos Artesanais: Tecendo Caminhos para a Economia Solidária", com exposição em slide e cartilha, ambos produzidos pela equipe do projeto. A formação buscou instrumentalizar as participantes para além da produção manual, abordando a importância da precificação justa como ferramenta de autonomia dentro da economia solidária. Discutiu-se como valorizar o trabalho manual, considerando não apenas os custos dos materiais, mas o tempo dedicado a ele.

Durante os dois dias da oficina, as participantes foram convidadas a redescobrir o valor do reaproveitamento de retalhos, uma prática que nasceu da necessidade e da inventividade de mulheres escravizadas, transformando o que seria descartado em peças utilitárias e artísticas. Mais do que a técnica de corte e alinhavos, a oficina se propôs a ser um espaço de compartilhamento de saberes populares e acadêmicos. Entre uma costura e outra, as participantes compartilharam memórias de infância, experiências de vida e vivências comunitárias, além de unir gerações em torno de uma técnica artesanal que é, ao mesmo tempo, memória e resistência. "O ambiente se tornou um espaço de acolhimento, onde o artesanato serviu como mediador para a construção de novos laços e o fortalecimento de vínculos já existentes", destaca a equipe organizadora. 

Ao encerrar as atividades, a sensação era de dever cumprido e de expectativa para os próximos passos. O fuxico, uma vez mais, provou não ser apenas uma técnica de costura, mas uma rede que se tece com o empenho coletivo, valorizando a identidade e a produção local da Paraíba. 

O sucesso dos encontros, ainda, reflete o papel das Universidades no fomento a projetos de extensão que dialogam diretamente com a comunidade. A combinação entre a transmissão de uma técnica cultural artesanal integrada ao compartilhamento dos conhecimentos acadêmicos demonstra o compromisso do supracitado projeto de extensão em promover o protagonismo das artesãs vinculadas aos empreendimentos econômicos solidários, buscando estimular cada vez mais sua autonomia, tão importante e necessária no processo autogestionário dos grupos, além de sua responsabilidade com a sociedade. 

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