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Café Ecosol promove lançamento do livreto Resgate de Tradições e valoriza saberes do bordado Richelieu
A segunda edição do Café Ecosol reuniu artesãs, empreendimentos solidários, extensionistas e membros da Universidade em um momento de diálogo e valorização dos saberes populares. Realizado no âmbito do projeto Feiras Solidárias como prática de autogestão ano III, o encontro teve como destaque o lançamento do livreto Resgate de Tradições, desenvolvido em parceria com a artesã Socorro Cunha, integrante do grupo Fundo Rotativo Solidário - Saberes Femininos. O evento integrou as ações de encerramento do curso de bordado Richelieu, realizado entre os meses de outubro de 2025 a abril de 2026, e proporcionou uma roda de conversa sobre a importância da preservação das tradições artesanais e da transmissão intergeracional de conhecimentos.
Reconhecido como uma técnica clássica de bordado vazado, o Richelieu possui origem histórica associada à França do século XVII e, ao longo do tempo, tornou-se parte da identidade cultural de diversas comunidades brasileiras. Utilizado na confecção de peças de vestuário, enxovais e artigos de cama, mesa e banho, o bordado representa um patrimônio cultural que resiste devido ao trabalho de artesãs que mantêm viva essa tradição.
O livreto Resgate de Tradições foi idealizado com o objetivo de registrar a trajetória de Socorro Cunha e documentar os conhecimentos relacionados à técnica do Richelieu, contribuindo para a preservação da memória e para a valorização da cultura popular. A programação da segunda edição do Café Ecosol incluiu ainda relatos das cursistas sobre suas experiências ao longo da formação, a entrega de certificados e o convite para que outras artesãs e outros artesãos compartilhem seus saberes em futuras iniciativas. Mais do que registrar uma técnica artesanal, o livreto nasce do desejo de Dona Socorro de compartilhar um conhecimento herdado de sua mãe e transmitido ao longo de gerações.
Ao documentar esses saberes, contribuímos para que as novas gerações conheçam e valorizem esse patrimônio cultural, fortalecendo o sentimento de pertencimento e incentivando a continuidade dessas práticas tradicionais. A iniciativa reforça a importância da partilha de saberes como instrumento de preservação da memória e fortalecimento da identidade cultural. Ao transformar experiências, histórias e práticas em um material acessível, o projeto contribui para que conhecimentos tradicionais, muitas vezes restritos ao ambiente familiar, possam alcançar novos públicos e inspirar a continuidade do bordado Richelieu entre as novas gerações.
Ao promover espaços de diálogo entre universidade e comunidade, o projeto Feiras Solidárias reafirma o papel da extensão universitária na construção coletiva do conhecimento, na valorização da economia solidária e no fortalecimento das expressões culturais presentes nos territórios.
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