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As tertúlias do ENEX 2018

por publicado: 16/10/2018 14h01 última modificação: 22/10/2018 17h53

Trabalhos de duas áreas temáticas já foram apresentados no Encontro de Extensão

 

Na manhã de ontem, 15 de outubro, enquanto a abertura oficial dos encontros acadêmicos da UFPB acontecia no auditório da reitoria, já havia atividades de apresentação de trabalhos em dois Centros de Ensino na Universidade. As ações na área de Saúde foram apresentadas no Centro de Ciências Médicas e ações em Direitos Humanos e Justiça foram expostas no Centro de Ciências Jurídicas. 

Tertúlias do CCJ abordam garantias e isonomias 

O dia de apresentações dos projetos de extensão no CCJ abordou a temática de direitos humanos e justiça, trazendo uma diversidade de trabalhos que envolviam inclusão, educação e a solução para diversas problemáticas sociais, como a criação de sistemas de informação para criar estatísticas sobre casos de LGBTfobia e assistência jurídica.

Amanda Lara é participante do projetoA Informação no Enfrentamento a LGBTfobia: Implantação do sistema de automação dos dados de atendimento no Espaço LGBT” e foi a primeira a apresentar trabalho desenvolvido pelo seu projeto em uma das tertúlias. A aluna ressaltou em sua fala o que resume os projetos expostos no Centro de Ciências Jurídicas (CCJ). “A extensão permitiu reconhecer o quão somos diversos”, declarou a aluna. 

Alguns dos trabalhos apresentados atuam juntamente a órgãos públicos, como um apoio nas atividades desenvolvidas por cada organização, de forma a fornecer colaboração extra. Já outros atuam diretamente com a comunidade. No entanto, todos tem em comum o suscitamento de novas ideias e a extensão como uma forma de tratar problemas de minorias e de realidades marginalizadas. De forma unaânime, os discentes frisaram que a Universidade é feita para todos, e não só para quem ‘passou no ENEM’.

Uma das tertúlias realizadas no Centro de Ciências Jurídicas - Foto: Adriano Renan (2018)

Nas apresentações foi possível observar que a extensão é relevante nessa conexão entre a comunidade e a Universidade. O principal foco dos trabalhos apresentados foi criar iniciativas para que essas realidades marginalizadas não fiquem excluídas das ações da Universidade, além de desmistificar assuntos que ainda são tratados de forma estigmatizada em nossa sociedade 

De acordo com Ludmila Cerqueira, professora do CCJ e avaliadora no ENEX, a extensão promove o que é aprendido em sala de aula. A professora ressaltou que as ações  atuam de forma recíproca, com a contribuição da comunidade. “Não é depositar conhecimento. É conhecimento trocado”, explicou Ludmila. 

Luciano Maia, professor do Departamento também evidenciou a importância da extensão e finalizou as tertúlias reconhecendo a contribuição dos projetos. “O conhecimento que estão disseminando hoje são as sementes do amanhã”, declarou.

ENEX promove troca de experiências entre estudantes da área da saúde

No Centro de Ciências Médicas, alguns dos temas expostos foram os cuidados com a alimentação, saúde dos idosos e apoio às crianças com câncer. Na opinião de Gesualdo Gonçalvez, estudante de enfermagem presente na tertúlia, o ENEX é uma oportunidade para aprender com as vivências de outros universitários. "São temas muito relevantes para a discussão. Assisti à apresentação de alguns projetos e pude perceber que eles possibilitam que as pessoas com pouco poder aquisitivo tenham acesso a inúmeros benefícios para a saúde", contou. 

Letícia Menezes estava pronta para entrar na sala onde apresentaria o projeto de extensão do qual é voluntária. Estudante do terceiro período de Enfermagem na UFPB, ela faz parte, há um ano, da ação Práticas de cuidado: auriculoterapia e o cuidado ao sofrimento psíquico, coordenada pelo docente Ricardo Soares. No mesmo ambiente, diversos projetos da área da saúde foram expostos ao público.  Para a estudante, poder compartilhar os resultados do trabalho de sua equipe é uma satisfação e um presente dado aos discentes. "Nós estudamos a auriculoteparia, dialogamos, elaboramos propostas de atividades e partimos para a prática. Hoje estamos aqui, felizes por poder dividir o nosso trabalho com estudantes como nós, que veem na extensão uma forma de levar ao próximo uma vida de qualidade, com mais saúde e menos estresse", relatou.

A avaliadora do projeto de Letícia foi a docente Maria Louysa. De acordo com ela, utilizar de práticas integrativas e complementares existentes no SUS para promover o Bem-estar dos pacientes é uma ação de extrema importância para o ambiente acadêmico.

Reunir trabalhos com diferentes temáticas dentro de uma mesma área é um dos objetivos do ENEX. A professora de enfermagem da UFPB Rúbia Desc enxerga o evento como uma pluralidade nos campos dos saberes. Segundo ela, falar de saúde ganha uma abrangência maior quando as apresentações de cada grupo são feitas. 

Organização de tertúlia no CCM / ENEX 2018 - Foto: Raian Lucas (2018)