História
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          A tradição oral na Paraíba ainda se mantém com poucas interferências dos grupos dominantes, sobretudo da indústria cultural, o que nem sempre acontece na maioria dos estados brasileiros. As interferências ocorrem devido a interesses diversos. As modificações podem ocorrer por iniciativa dos grupos populares que mantêm essa tradição, quando buscam se introduzir na sociedade mercadológica e têm como modelo o que faz sucesso na mídia a que têm acesso (rádio, TV e gravações em CDs) ou então quando são submetidos a ações de representantes de grupos dominantes que se aproximam da tradição popular de base oral para torná-la um produto rentável. É o que usualmente acontece através da ação de agentes culturais sob a ideologia desenvolvimentista do SEBRAE, do turismo e de outros representantes de interesses do Estado. Apesar das forças dominantes que sempre, de alguma forma interagem na cultura popular, buscando submetê-la a seus interesses, controlando-a, o que se pode observar é que a tradição oral possui mecanismos de resistência e identidade que não a transformem em uma subcultura.

          Esse terreno fértil em preservação das manifestações da cultura popular tem gerado pesquisas quase que ininterruptas, desde o início do século vinte, destacando-se: Rodrigues de Carvalho, na década de 10; Mário de Andrade, nas décadas de 20 e 40; Simeão Leal, nos anos 50; Altimar Pimentel, na década de 60; Tenente Lucena, Osvaldo Trigueiro e Roberto Benjamin, anos 70; Maria Ignez e Marcos Ayala, na década de 80; Idelette dos Santos, anos 90; e, recentemente, Carlos Sandroni, entre outros. A partir de meados de 1978, boa parte deles passou a ter alguma vinculação com o Nuppo, seja como coordenador, conselheiro técnico-científico, ou mesmo colaborador.

          Consciente da necessidade de conservação, atualização e disponibilização do acervo existente, somando-se às limitações financeiras da universidade, o Nuppo tem enviado projetos aos órgãos de fomento.

          Em 2004, o CNPQ aprovou o projeto “Fontes para o Estudo da Memória da Cultura Popular”, que consistiu na restauração, higienização e transposição para CD de um quinto da coleção de fitas áudio, do tipo rolo. Na gestão atual o Nuppo foi contemplado no projeto apresentado ao Iphan – Edital de Modernização de Museus para a aquisição de equipamentos, principalmente os de informática.

          A Propósito

          Em 27 anos de existência, o Nuppo vem reunindo parte expressiva da cultura popular nordestina, especialmente a paraibana, terreno ainda pouco afetado pela cultura de massa, o que tem atraído pesquisas consideráveis. A idéia de “registrar, preservar e promover o folclore regional”.

          Hoje, o museu de cultura popular exibe amostras do seu acervo material, composto de peças artesanais utilitárias, decorativas e folhetos de cordel.

          A biblioteca contém uma coleção de livros, revistas, anais, boletins e monografias. A sala áudio visual abriga o arquivo documental composto pelo acervo imaterial:

          O acervo atende às pesquisas tanto da comunidade acadêmica quanto das novas gerações das próprias manifestações registradas.

          As exposições, as palestras e os minicursos oferecidos visam ampliar a percepção, receptividade e pesquisa da cultura popular com o público escolar. Além disso temos ministrado oficinas em dez municípios do Estado, com o intuito de contribuir no crescimento da mão de obra especializada em diversas técnicas artesanais.



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